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Dividendos extraordinários
COPASA MOSTRA SAÚDE PARA DISTRIBUIR
DIVIDENDOS E QUEDA DE INVESTIMENTOS
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A Copasa teve investimentos de R$ 101 milhões no primeiro trimestre de 2020, uma queda de 31%, comparando-se com o realizado no mesmo período de 2019. Os números mais baixos estamparam claro constrangimento na fisionomia do seu presidente, quando indagado se representava uma estratégia para ter mais caixa, visando distribuição de lucros para acionistas.

Na resposta defensiva, o presidente da empresa preferiu fazer a propaganda do Projeto de Lei, que, segundo ele, abriria espaço para a Copasa disputar novos mercados fora de Minas Gerais e aumentar a produtividade. Claro, não esqueceu de ressaltar que um processo de privatização é meta do governador Zema e de que, na sua interpretação, para isso não seria necessária a anuência dos prefeitos, mantidas as mesmas condições.

Os números apresentados pela empresa demonstram resultados que nos remetem à redução do tamanho da Copasa e à própria falta de investimento para cumprir contratos e defender concessões importantes.

No primeiro trimestre de 2020 o lucro líquido ficou em R$ 161 milhões, registrando uma queda de 13,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mesmo com um resultado operacional 6% acima, a melhora da geração de caixa medida pelo Ebtida e pela queda da dívida líquida, chegando ao final do trimestre em R$ 2,7 bilhões (alavancagem de 1,5x o Ebtida).

A boa condição prevê uma discussão e deliberação pelo Conselho de Administração em até 90 dias sobre “dividendos extraordinários”, após o período de pandemia do Covid-19.

A Agência Reguladora dos Serviços de Água e Esgoto do Estado de Minas Gerais (ARSAE) já abriu, inclusive, consulta pública entre 18 de maio e 17 de junho/2020 para que seja feita uma revisão tarifária (Copasa e Copanor) a partir de 1º de agosto de 2021, quando começará um novo ciclo de quatro anos.

A receita líquida da Copasa cresceu 9,5% no trimestre, alcançando R$ 1,2 bilhão, com um preço médio elevado em 10,8%, comparando o 1º trimestre de 2020 com o de 2019. Os custos e despesas totais subiram 7,5% (R$ 857 milhões no 1T20), sobretudo com produtos de tratamento (44,5%), registrando queda de 56,7% com créditos tributários. Os gastos com energia elétrica caíram 4,7%. . Apesar dos salários represados, com reajuste abaixo da inflação, a empresa afirmou uma elevação de gastos de pessoal de 7,3%, alegando provisionamento para o Acordo Coletivo de Trabalho 2019, ainda não concluído.

          

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