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Controle
GESTORES DA COPASA E PRODUTIVIDADE NO SIGOS NÃO COMBINAM COM ACIDENTE ZERO
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A pressão para a execução rápida dos serviços e a maquiagem com objetivo de reduzir custos têm um novo instrumento na COPASA.

Implantado no ano passado, os trabalhadores têm que utilizar o SIGOS, um sistema de controle que monitora o tempo gasto em cada tarefa operacional, mas não mede a verdadeira realidade das equipes na atividade em campo.

O sistema tem como principal reclamação a pressão exercida pelos gestores para que sejam geradas novas ordens de serviço para burlar a produtividade, prejudicando, desta forma, o desempenho dos trabalhadores.

O SIGOS determina o tempo para ser executado o serviço e, se estoura esse prazo, o gestor entra em contato, cobra pelo atraso e pressiona para que seja aberta outra ordem de serviço, no intuito de enganar o tempo verdadeiro e necessário para as atividades geradas. Nesses casos, são abertas mais ordens de serviço, até mesmo de tarefas não programadas para aquele local e atividade, até que seja concluída.

As pressões relatadas pelos trabalhadores mostram, de forma clara, as dificuldades enfrentadas pelas equipes e que a COPASA tenta esconder a falta de pessoal, o acúmulo de serviços, a pressão psicológica adotada pela empresa através dos seus gestores com o sucateamento estrutural e a precarização das condições de trabalho em busca de metas para justificar uma PL mais “gordinha”.

SIGOS e Acidente Zero não combinam e isso ficou evidente no LUTO que todos nós, trabalhadores, tivemos que suportar com o acidente na cidade de Santa Barbara devido à corrida contra o tempo, mostrando que nem sempre é possível cumprir os prazos determinados para cada tarefa.

A maior preocupação dos trabalhadores é com a falta de informações sobre os objetivos da empresa com o aplicativo, pois os gestores e programadores de serviço medem desempenho, o tempo gasto na realização de cada tarefa e aplicam notas, sem transparência e retorno para os trabalhadores, não mostrando a realidade da falta de pessoal, e taxando-os de “corpo mole” e insinuando que desejam fazer horas extras desnecessárias.

O SIGOS atrasa o serviço no processo de lançar os dados para deslocamentos, início e fim das atividades geradas, um verdadeiro martírio de estresse, fora as fotos para antes, durante e depois e as perguntas desnecessárias para cada tipo de tarefa e o material utilizado. Imagine a tortura na abertura de mais de cinco ordens de serviço para a mesma atividade.

Para o diretor do SINDÁGUA Emilson Dias do Carmo, o SIGOS serve para medir o desempenho das equipes e punir trabalhadores, dificultando as atividades do setor operacional na prestação de um serviço de qualidade aos consumidores.

“A COPASA quer comparar o trabalho de empregados da empresa com o realizado por empreiteira, por terceirizados, o que é covardia. A empreiteira faz serviço tocado, de qualquer jeito, e o trabalhador da COPASA é cuidadoso, procura fazer o serviço da melhor maneira possível. A empreiteira não tem a responsabilidade que nós temos”, afirma Emilson.

          

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