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Reforma previdenciária
CAPITALIZAÇÃO È O FIM DA APOSENTADORIA
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Uma tragédia anunciada para atender aos interesses do mercado. A reforma da Previdência preparada pelo governo ultraliberal de Bolsonaro é perversa para a classe trabalhadora e o povo brasileiro. O projeto é tão cruel que será feita uma grande campanha para tentar convencer a parcela mais pobre da população e a classe média a abrir mão de direitos trabalhistas e sociais.

Apesar da falta de detalhamento, algumas propostas, de acordo com as especulações, são realmente nefastas e representam um severo retrocesso. A reforma de Bolsonaro deverá impor regras duras, como a idade de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem; a obrigatoriedade de 40 anos de contribuição para a concessão de benefício integral; regime de capitalização, e ampliação do tempo mínimo de contribuição de 15 para 20 anos. Tudo isso para atender a agenda do capital financeiro.

Uma das principais propostas da reforma é o regime de capitalização, em que o contribuinte terá uma conta individual, espécie de poupança visando a uma renda complementar na aposentadoria. Segundo especialistas, vai criar uma sociedade de miseráveis do Brasil, caso seja aprovada pelo Congresso Nacional.

Esse sistema não deu certo em países da América Latina em que foi adotado, como Chile, Colômbia, Peru e México. No México, por exemplo, de cada dez trabalhadores, apenas três recolhem contribuição mensal para a Previdência. Em 1997, quando foi feita a reforma da Previdência, 60% dos trabalhadores estavam na informalidade.

Hoje, quando o Brasil pretende seguir o mesmo caminho, 50% dos trabalhadores brasileiros estão na informalidade. Essa situação é fruto da excludente reforma trabalhista, que regulamentou a atividade informal, o trabalho intermitente e a precariedade das relações de trabalho que impedem o trabalhador de contribuir com a Previdência.

          

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