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Ditadura
MANIFESTANTES OCUPAM AS RUAS EM REPÚDIO AO GOLPE MILITAR DE 1964
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“Ditadura nunca mais”. Esse foi o principal mote dos atos e manifestações de repúdio ao golpe militar de 1964 que tomaram conta de todo o Brasil, neste 31 de março, para lembrar os 55 anos, completados no domingo, do violento regime autoritário que assombrou o país durante 21 anos (1964-1985), suprimiu liberdades e direitos civis e políticos, perseguiu, sequestrou, prendeu, torturou, matou e desapareceu com corpos de trabalhadores, líderes políticos, jornalistas, intelectuais e dirigentes sindicais e sociais que faziam parte da resistência democrática.

As manifestações ganharam ainda mais força com a ordem do presidente Jair Bolsonaro para que as Forças Armadas comemorassem o golpe de 1964 em todos os quartéis, o que provocou uma enxurrada de críticas e repercussões negativas no Judiciário, no Congresso e em entidades dos movimentos sindical, populares e da sociedade civil. Até mesmo nos quartéis houve críticas e constrangimento com a insana determinação do presidente.

Em Belo Horizonte, milhares de manifestantes saíram às ruas, vestidos de preto e carregando faixas com frases de repúdio ao golpe militar de 1964, como “Ditadura nunca mais” e “Tortura nunca mais”, entre outras, e cartazes com fotos de vítimas do regime de exceção.

A concentração começou por volta das 10 horas na Praça da Liberdade e, às 12h30, todos saíram em marcha até o Memorial dos Direitos Humanos Casa da Liberdade, na Avenida Afonso Pena, antiga sede do Departamento de Ordem Política e Social (Dops). O Memorial é uma homenagem às vítimas da ditadura e a escolha do prédio do antigo Dops para abrigá-lo tem representação simbólica. Durante o regime militar, o local era sede de um órgão de repressão e tortura a perseguidos pelos militares.

Durante o trajeto, os nomes de assassinados e desaparecidos durante os governos militares foram lidos pelos organizadores no microfone do carro de som e os manifestantes respondiam “presente”. No ato, organizado pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG), CTB, demais centrais e movimentos sociais, houve ainda protestos contra a retirada de direitos e em defesa da democracia.

As manifestações aconteceram em todo o país. Em São Paulo, os manifestantes levaram para a Avenida Paulista um boneco “Judas” representando o coronel do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra (1932-2015), notório torturador durante a ditadura militar que já foi homenageado por Bolsonaro. O boneco foi queimado durante ato contra a comemoração do golpe.

No Rio de Janeiro, cerca de 5 mil manifestantes se reuniram na Cinelândia, região central da cidade. Além de repudiar a ditadura, os manifestantes homenagearam a memória da vereadora Marielle Franco, assassinada pelas milícias. Também houve manifestações contra a ditadura em Brasília, Porto Alegre, Salvador, Fortaleza, Recife, Camboriú (Santa Catarina), Curitiba, Palmas (Tocantins) e Belém.

          

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