Politica
NÚMEROS ATERRORIZANTES DA COVID ENTRE NÓS
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O comportamento visto em muitos ambientes públicos dá a impressão de que estamos definitivamente livres da pandemia de covid, sem que as pessoas ainda se prendam às máscaras, assepsia das mãos e evitem aglomerações, sem esquecer a negligência criminosa do governo Bolsonaro em sabotar medidas de proteção contra a doença.

Os números demonstram uma retração do nível de contaminação, mas a covid continua ameaçadora. Estivemos “acostumados” com níveis altíssimos de até mais de 3 mil mortes diárias e podemos imaginar falsamente que a redução a 400 óbitos por dia pela doença pudesse ser coisa simples e corriqueira.

Os cuidados devem continuar rigorosos, a vacinação encarada como salva-vidas e o comportamento social não pode, de forma nenhuma, se dar como se o vírus não fosse mutante e que tudo acabou. Os cuidados da vacinação deverão ser anuais, assim como as medidas de segurança e proteção.

A TRAGÉDIA NA CATEGORIA

A primeira morte no Brasil identificada por covid aconteceu em 17 de março de 2020. De lá para cá, já foram acumuladas mais de 600 mil mortes pela doença, sobretudo neste ano de 2021.

Tivemos acesso a um relatório da Copass Saúde sobre o impacto da doença entre os trabalhadores na Copasa e Copanor. Os números são espantosos: foram realizados 15.846 exames, entre PCR, exames rápidos e sorologia. Deste total, 2.852 deram resultado positivo (18%). De março de 2020 a setembro de 2021 tivemos 2.852 casos confirmados de covid, resultando em 544 internacões. Neste período, infelizmente 113 chegaram à óbito, sendo 23, em 2020, e 90 em 2021. Foram 43 falecimentos de aposentados e 16 de seus dependentes. Dos trabalhadores na ativa, a covid ceifou 24 vidas e de mais 27 dependentes.

NOVA REALIDADE

As empresas, de modo geral, vêm alertando seus trabalhadores para a necessidade da vacinação como medida de proteção. Ninguém é obrigado a tomar a vacina, mas passa a ser considerado uma “presa” fácil para eventual contaminação, além de ficar sujeito às consequências da doença, passando a se constituir como foco de transmissão.
Desta forma, o alerta que as empresas fazem é claro. Diante de todas as medidas de proteção e segurança à saúde coletiva, aquele que se nega a se proteger da doença está sujeito a ser desligado da empresa.

O Sindicato já alertou os trabalhadores sobre esta séria ameaça e esperamos que todos se protejam, além de proteger seus familiares, amigos e companheiros de trabalho.
A pandemia vai retrocedendo, apesar de números ainda elevados de mortes, e todos nós devemos nos abraçar neste compromisso com a vacinação, com a manutenção dos cuidados e com a vida.

          

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