Copanor
COPANOR FOI CRIADA PARA TIRAR DA COPASA MUNICÍPIOS QUE NÃO OFERECEM ALTO LUCRO PARA OS ACIONISTAS
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A perseguição aos trabalhadores da Copanor foi implacável em 2021. Os trabalhadores se viram obrigados a uma greve de 11 dias na luta justa pelo reajuste de salários e para manter direitos que garantem a sobrevivência de suas famílias.

Desde o nascedouro, a Copanor, criada como subsidiária da Copasa, serviu para a exploração dos trabalhadores com salários arrochados e direitos básicos para a subsistência. Mesmo assim, esta mesma gestão que administra a Copasa passou a tratar a Copanor como algo descartável em termos de compromissos sociais com os trabalhadores e com as comunidades dos municípios atendidos. Para estes gestores, os municípios atendidos pela Copanor são marcados pelo "prejuízo", onde os gastos para atender com um mínimo de qualidade são maiores do que a capacidade de arrecadação com tarifas. O descaso na gestão da empresa (apêndice da Copasa) chega a ser desumano.

Na luta pelos seus direitos, os trabalhadores foram perseguidos. A Copanor cortou cesta básica, vale alimentação e até auxílio funeral, além de não pagar salários e tentar punir grevistas. Apesar de uma grande carência de mão de obra para atender tantos municípios com os piores índices de Desenvolvimento Humano (IDH), a intenção da Copasa/Copanor é uma só: explorar trabalhadores com baixíssimos salários, cortar direitos, demitir.

A intenção se consolida, de deixar os atendidos pela Copanor sobreviverem como podem, priorizando através da Copasa os municípios que oferecem maior capacidade de arrecadação e lucratividade para acionistas. Foi uma forma de burlar a política de subsídio cruzado, para condenar ao fracasso a luta pela universalização do saneamento.

          

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