Privatização
POPULAÇÃO MINEIRA REJEITA PRIVATIZAÇÃO DE ESTATAIS
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Mineiros querem assegurar Cemig, Copasa, Gasmig e MGS como empresas do Estado

Pesquisa divulgada pelo jornal “O Tempo” mostra uma expectativa rigorosamente contrária da população mineira à pregação do Governo Zema pela privatização das principais empresas estatais do Estado, responsáveis por serviços públicos essenciais. Segundo a pesquisa, realizada pelo Instituto DataTempo, “de forma geral 62,9% dos entrevistados são contrários à todas as privatizações”, com 20,8% favoráveis em vender as empresas do Estado.

No cruzamento de informações, eleitores de Lula (75,2%) e Kalil (70,4%) rejeitam as privatizações, enquanto 36,5% de eleitores de Bolsonaro e 29% de Zema são favoráveis em entregar o patrimônio público para a iniciativa privada. Fica demonstrado que os eleitores de direita defendem as privatizações, e os de esquerda, com preocupação de atendimento social dos serviços públicos, condenam a venda das estatais.

Reproduzimos abaixo o gráfico da pesquisa, onde fica demonstrado que 65,3% querem proteger a Cemig contra a privatização e 59,6% opinam para preservar a Copasa como empresa pública estatal. A proteção da Gasmig alcança 53,9% dos entrevistados e a MGS 53%.

graficos

O DataTempo fez a pesquisa com 2.000 entrevistas domiciliares, com uma margem de confiança de 95% e foi registrada com os protocolos TSE-BR 08880/2022 e TER MG-08733/2022.

 


PRIVATIZAÇÃO NÃO PASSA PELO POVO


O resultado da pesquisa mostra que uma consulta plebiscitária derruba qualquer intenção de privatização das quatro maiores empresas estatais mineiras e haverá imensa dificuldade para angariar votos favoráveis de 47 dos 77 deputados estatuais, condições exigidas pela Constituição do Estado de Minas Gerais para a privatização.

O governo vem deliberadamente sucateando as empresas estatais de serviços essenciais para gerar animosidade da população com prejuízos no atendimento. Ao mesmo tempo em que procura destruir a imagem das estatais com dificuldade no atendimento dos serviços, o sucateamento cumpre o papel de diminuir o valor das empresas, para tentar vendê-las a preço vil aos compradores de plantão. Tivemos na Copasa uma gestão tocada por presidente que veio exatamente de empresa privada interessada no processo de privatização, como naquela estória de colocar a raposa para cuidar do galinheiro.

A privatização não anda em nosso Estado em razão do nosso empenho e luta contra o entreguismo do governo Zema e também pela resistência dos deputados estaduais para impedir a venda do patrimônio público.

 

 

          

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